Sumário

Abrir uma loja de móveis planejados não é simples. Além do investimento inicial, existe o desafio de construir marca, gerar demanda qualificada e transformar interesse em vendas, tudo isso enquanto o negócio ainda está ganhando maturidade operacional.

Agora imagine fazer isso em uma cidade pequena, com foco em público B+, orçamento controlado e pouco tempo de mercado. Este foi o cenário de uma loja franqueada no interior de Santa Catarina que, com uma estratégia de tráfego pago para móveis planejados integrada a um funil de vendas, registrou resultados expressivos no período analisado.

Em vez de “fazer anúncios” como fim, nós desenhamos a operação para organizar a jornada do cliente do primeiro contato até a decisão de compra, com leitura de funil e uso prático dos dados comerciais.

Neste case, você vai entender:

  • Qual era o cenário e o desafio da operação;
  • O que aplicamos na prática (Meta Ads, Google Ads e CRM);
  • Como os números foram acompanhados e consolidados;
  • Quais aprendizados podem inspirar a organização comercial de outras lojas.

Continue a leitura. Boa leitura!

Contexto do projeto: loja nova, público B+ e raio de atendimento definido

A loja iniciou suas atividades em abril de 2024, atuando no interior de Santa Catarina, com foco em público B+ e raio de atendimento bem definido. Trata-se de uma operação familiar, com pouco tempo de mercado e estrutura comercial ainda em consolidação.

Nesse contexto, o desafio não era apenas gerar visibilidade, mas converter interesse em vendas reais, sem desperdício de orçamento e sem sobrecarga do atendimento.

A parceria com a Cômodo teve início em julho de 2024, apenas três meses após a inauguração. Desde o começo, ficou claro para nós que o ponto central não era “rodar campanha”, e sim estruturar o funil antes de pensar em volume. Em operações novas, decisões mal direcionadas custam caro e corrigir depois costuma ser mais difícil do que organizar desde o início.

O problema real: quando o lead entra, mas não avança

Em vendas consultivas, o interesse inicial raramente se converte de forma imediata. O cliente pesquisa, conversa, compara, amadurece a decisão e isso exige condução.

Sem um funil claro, surgem problemas recorrentes:

  • Leads entram, mas não são priorizados;
  • O atendimento reage em vez de conduzir;
  • Não há visibilidade sobre onde o cliente trava;
  • Perde-se timing de negociação;
  • Visitas, briefing e propostas ficam desorganizados.

Para uma loja nova, esse cenário compromete a previsibilidade de crescimento. O desafio era evitar exatamente isso: não transformar tráfego em uma fila de contatos, mas em um fluxo claro de oportunidades reais.

Quando essa situação acontece, vale observar o funil como um todo: “Quando a loja recebe contatos, mas não fecha vendas, muitas vezes existe vazamento no funil.”

Objetivo da operação: qualificação, leitura de funil e previsibilidade

Desde o início, nós definimos objetivos práticos dentro do processo comercial:

  • Atrair leads compatíveis com o perfil da loja (público e ticket);
  • Trabalhar com filtro geográfico coerente;
  • Estruturar um funil simples, com etapas claras;
  • Acompanhar o avanço do cliente até o momento certo (visita, projeto, negociação);
  • Priorizar qualidade e capacidade de leitura do comportamento do lead, em vez de volume.

Em suma, a estratégia foi desenhada para qualificar, acompanhar e converter, não apenas para “gerar contato”.

Estratégia de tráfego pago para móveis planejados: o que aplicamos na prática

A execução combinou Meta Ads e Google Ads, com filtros de qualificação e acompanhamento no CRM. A lógica foi: captar com intenção, filtrar na entrada e conduzir com processo.

Meta Ads: captação com filtro e criativos alinhados ao público

  • Campanhas de cadastro com formulários qualificatórios para capturar leads com maior intenção.
  • Posicionamento forte no Instagram, com criativos alinhados ao público B+ e ao ticket do produto.
  • Ajustes contínuos feitos por nós com base no comportamento observado no funil (qualidade do lead e avanço de etapas).

Google Ads: intenção ativa e controle de qualidade

  • Landing page otimizada, com prova social, estrutura clara e formulário qualificatório.
  • Ajuste contínuo de palavras-chave feito pelo nosso time para evitar leads desqualificados e melhorar segmentação.
  • Atenção à intenção de busca (planejados têm alto volume de curiosos; o filtro faz diferença).

Alinhamento com público e território (sem abrir demais o raio)

  • Segmentação geográfica com raio estabelecido (10 km ao redor da loja) e cidades próximas compatíveis com o público B+. Nós evitamos dois extremos:
    • região ampla demais → mais volume desqualificado;
    • hipersegmentação excessiva → volume baixo e desaceleração do fluxo comercial.
  • Segmentação etária e de interesses alinhada ao perfil comprador, para aumentar relevância dos leads.

CRM como base de decisão (funil visível)

Desde o início da parceria, nós usamos o CRM como ferramenta central para:

  • Acompanhar cada lead por etapa;
  • Identificar gargalos no avanço comercial;
  • Entender o tempo de decisão do cliente;
  • Comparar desempenho por canal e por tipo de oferta;

Com o funil visível, ficou mais fácil evitar descartes precipitados e melhorar a priorização do atendimento.

Como os números foram apurados (sem achismo)

Para preservar confidencialidade, o nome e a localização exata da loja não são divulgados, mas a leitura do resultado foi feita com base em registros do processo comercial.

  • Fonte principal: CRM (etapas e status dos leads) + registros comerciais da operação.
  • Critério de consolidação: vendas registradas no período e associadas a leads acompanhados no funil.
  • Atribuição: origem do lead (Meta/Google) e acompanhamento até o desfecho no CRM.
  • Observação: parte do impacto pode incluir efeitos indiretos (marca, recomendações e retorno de maturação). Por isso, resultados variam conforme região, ticket, sazonalidade e qualidade do atendimento.

Resultados no primeiro mês: eficiência desde o início

Logo no primeiro mês de parceria (julho/2024), os números mostraram que a estratégia estava bem direcionada:

  • Investimento em mídia: R$ 369,00
  • Faturamento registrado: R$ 43.790,00
  • ROAS: 118x (ROAS = retorno sobre o investimento em anúncios)

Mais do que o faturamento, um indicador chamou atenção: 50% de conversão de apresentação de orçamento para venda realizada naquele recorte inicial. Em vendas consultivas, isso sugere que os leads que entraram no funil estavam alinhados ao perfil ideal e que o processo comercial estava conduzindo o cliente para o próximo passo com clareza.

Resultados consolidados do período analisado (15 meses)

  • Leads gerados: 819
  • Leads classificados como vendas futuras: 49%
  • Taxa de conversão (orçamento apresentado → venda): 10%
  • Vendas concluídas: 70
  • Investimento total em mídia: R$ 13.997
  • Faturamento registrado: R$ 1.440.956
  • ROAS acumulado: 102x

Tabela (para facilitar leitura):

IndicadorValor
Leads gerados819
Vendas concluídas70
Investimento em mídiaR$ 13.997
Faturamento registradoR$ 1.440.956
ROAS acumulado102x
Conversão orçamento → venda10%
Leads como “vendas futuras”49%

O que esses números mostram na prática?

O desempenho evidencia um ponto importante: o funil não “morre” no clique nem no primeiro contato. Quando existe organização, parte relevante das oportunidades segue ativa, amadurecendo até o momento certo de decisão.

É exatamente no intervalo entre o interesse inicial e o fechamento que muitas lojas perdem faturamento sem perceber seja por falta de triagem, falta de agenda, follow-up irregular ou ausência de visibilidade do funil.

Em suma, o que sustentou o resultado não foi apenas tráfego, mas a combinação de captação + qualificação + condução.

Por que funcionou? (o que sustentou o resultado)

O resultado não veio de “anunciar mais”. Ele foi sustentado por decisões consistentes ao longo do período com condução do nosso time e participação ativa da loja na operação.

Direcionamento para o público certo

Nosso time estratégico segmentou o público com base em dados demográficos e interesses coerentes com o perfil comprador (público B+), enquanto a loja contribuiu com informações sobre comportamento local.

Qualificação na entrada do funil

As campanhas de cadastro e a landing page com formulário qualificatório foram fundamentais para reduzir curiosos e manter o funil com contatos mais aderentes ao ticket e à proposta.

Análise contínua e adaptação estratégica

Nosso time interno monitorou os dados de forma contínua, ajustando segmentação, criativos e palavras-chave para proteger a qualidade do lead e sustentar o ROAS ao longo do tempo.

CRM como ferramenta de qualificação e acompanhamento

Nós usamos o CRM para priorizar leads, identificar entraves comerciais e enxergar onde o cliente travava enquanto a loja refinava a abordagem com base no dia a dia do atendimento.

Condução contínua do lead

O time Cômodo conduziu as oportunidades ao longo da jornada, respeitando o tempo de decisão e ajustando a estratégia conforme a leitura do funil. A loja alimentou o processo com feedbacks sobre comportamento e status real das negociações.

Nesse contexto, vale mencionar que o Método Cômodo aparece como referência de organização ao integrar captação + qualificação + atendimento, com foco em previsibilidade e leitura de funil.

Checklist rápido: como aplicar essa lógica na sua loja

Para operações que desejam usar mídia paga com mais previsibilidade, este checklist ajuda a organizar o essencial:

  • Defina claramente seu perfil de cliente e ticket
  • Trabalhe com raio geográfico coerente
  • Estruture etapas claras no funil de vendas
  • Centralize o atendimento em um CRM
  • Priorize leads conforme estágio e maturidade
  • Analise conversão por etapa (não só volume de leads)
  • Mantenha rotina mínima de follow-up para leads em maturação

Perguntas frequentes sobre tráfego pago para lojas de planejados

Quanto tempo leva para ver resultados?

Depende do ticket, da região, da oferta e da capacidade de atendimento. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem nas primeiras semanas, mas vendas consultivas podem exigir maturação do lead.

CRM é obrigatório?

Não é obrigatório, mas faz grande diferença em planejados, onde o ciclo de decisão costuma ser mais longo. Sem CRM, parte do funil fica invisível.

Tráfego pago funciona para loja nova?

Funciona melhor quando existe direcionamento, qualificação e organização do funil desde o início, evitando volume sem controle e aumentando previsibilidade.

Conclusão

Este case reforça que tráfego pago para móveis planejados tende a funcionar melhor quando está integrado a uma operação comercial organizada e orientada por dados. Com foco local, investimento controlado e leitura de funil, a loja conseguiu transformar demanda em R$ 1.440.956 de faturamento registrado no período analisado, com ROAS acumulado elevado.

Por fim, o principal aprendizado é simples: anúncios podem gerar contato, mas é o processo comercial (triagem, agenda, proposta e acompanhamento) que sustenta conversão de forma consistente.

Nota: Este conteúdo é informativo e baseado em um caso real. Nome e localização da loja são reservados por motivos de confidencialidade. Resultados podem variar conforme região, ticket médio, sazonalidade, oferta e qualidade do atendimento.

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Daniel Andrucioli

CEO, Cômodo

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