Veja como uma loja de móveis planejados saiu de um cenário com poucos leads, follow-up irregular e baixa previsibilidade para uma operação com mais volume, atendimento padronizado e R$ 556.747 faturados no período analisado.
| Resumo do case: em julho de 2025, no primeiro mês da parceria, a loja gerou 63 novos leads, contatou 91% deles, marcou visita com 42% e faturou mais de R$ 200 mil. No período total com pré-vendas, de julho de 2025 a fevereiro de 2026, foram R$ 16.950 investidos, 704 leads atendidos, R$ 556.747 faturados e ROAS aproximado de 32,8x. |
Introdução: Gerar mais leads nem sempre é o suficiente
Muitas lojas de móveis planejados olham para o marketing digital com uma expectativa simples: receber mais contatos. Esse é um objetivo legítimo, mas às vezes, nem sempre é o que a loja precisa. Quando o ticket é alto, o cliente compara serviços, demora para decidir, pede referência, volta para conversar com a família e só avança quando sente segurança no atendimento.
Nesse case, havia uma dificuldade clara de transmitir uma imagem mais profissional desde o primeiro contato. A loja também sofria com um gargalo comum no setor: leads que entravam no funil, mas não recebiam follow-up consistente. Oportunidades com potencial acabavam esquecidas ou negligenciadas antes de amadurecer.
A parceria com a Cômodo começou em julho de 2025 combinando duas frentes: tráfego pago para aumentar a geração de demanda e pré-vendas para organizar o atendimento inicial, a qualificação, a rotina de recontato e a leitura do funil.
O ponto de partida
Antes da estruturação, a loja vinha de um cenário de aproximadamente 20 leads por mês via tráfego. O desafio não era apenas aumentar esse número, mas criar uma operação capaz de aproveitar melhor cada oportunidade recebida.
Sem controle de rotina, a venda futura dependia muito da memória ou disponibilidade da equipe. Isso é especialmente perigoso em móveis planejados, porque uma parte relevante dos clientes não fecha na primeira conversa. O lead pode estar reformando, comprando imóvel, comparando propostas ou aguardando aprovação de orçamento.
Quando esse cliente não recebe acompanhamento, a loja perde espaço para concorrentes mais rápidos, mais organizados ou simplesmente mais presentes no momento certo.

A estratégia: gerar demanda e impedir que o lead esfriasse
A operação foi construída para resolver dois problemas ao mesmo tempo. O primeiro era de aquisição: a loja precisava ampliar o volume de oportunidades qualificáveis. O segundo era comercial: os contatos precisavam ser respondidos, registrados, acompanhados e reativados com método.
No tráfego pago, a atuação combinou Meta Ads e Google Ads, canais com funções complementares para lojas de móveis planejados. O Google tende a capturar pessoas que já estão pesquisando por soluções sob medida. Meta Ads ajuda a ampliar presença, gerar demanda e alcançar pessoas que ainda estão em fase de inspiração, comparação ou consideração.
No pré-vendas, a principal mudança foi transformar o atendimento inicial em processo. Com a implementação da operação, cada lead passou a seguir uma cadência de contato, com até 8 tentativas em 14 dias. O objetivo era simples: reduzir perdas invisíveis e criar uma primeira experiência mais profissional para o cliente.
Essa preocupação com velocidade e persistência tem respaldo fora do segmento moveleiro. A Harvard Business Review publicou análise mostrando que empresas que respondem leads online dentro de uma hora têm probabilidade muito maior de qualificar a oportunidade do que aquelas que demoram mais. Estudos de lead response também mostram queda acentuada nas chances de contato conforme os minutos passam. Em móveis planejados, onde o consumidor costuma falar com várias lojas, essa lógica fica ainda mais sensível.
O primeiro mês: R$ 200 mil faturados e funil validado
Julho de 2025 foi o primeiro mês analisado da parceria. O resultado foi importante porque validou rapidamente a hipótese central: havia demanda, mas ela precisava ser conduzida com consistência.
No mês, a loha gerou 63 novos leads. Desses, 91% chegaram à etapa de tentativa de contato, 75% entraram em atendimento, 48% foram classificados como venda futura, 42% tiveram visita marcada e 38% realizaram a visita. A etapa de orçamento apresentado chegou a 10%, e 100% dos orçamentos apresentados viraram venda, somando mais de R$ 200 mil faturados.
| Etapa do funil – Jul/25 | Resultado |
| Novos leads | 63 |
| Tentando contato | 91% |
| Em atendimento | 75% |
| Venda futura | 48% |
| Visita marcada | 42% |
| Visita realizada | 38% |
| Orçamento apresentado | 10% |
| Venda realizada | 10% |
| Faturamento do mês | + R$ 200.000 |
| ROAS do período com pré-vendas | 10x |
Por que 48% em venda futura é um dado importante
Em muitos relatórios comerciais, venda futura parece uma etapa secundária. No segmento de móveis planejados, ela pode ser uma das etapas mais estratégicas do funil.
Um cliente em venda futura não é necessariamente um cliente perdido. Ele pode estar aguardando a entrega das chaves, decidindo o escopo do projeto, conversando com a família ou comparando propostas. Se a loja não tiver uma rotina de recontato, esse lead desaparece do radar. Se tiver processo, ele continua sendo trabalhado no momento certo.
No primeiro mês daloja, quase metade dos leads ficou nessa condição. Esse dado mostra que o valor do pré-vendas não está apenas em marcar visitas rapidamente, mas também em proteger oportunidades que precisam amadurecer.
Big numbers do período com pré-vendas
O resultado do primeiro mês abriu caminho para uma leitura acumulada da operação. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, o período total informado com pré-vendas trouxe os seguintes números:
| Indicador | Resultado |
| Período analisado | Jul/25 a Fev/26 |
| Investimento total | R$ 16.950 |
| Leads atendidos | 704 |
| Faturamento total | R$ 556.747 |
| ROAS aproximado | 32,8x |
| Projeção adicional com leads ativos | R$ 46.202,44 |
O ROAS aproximado de 32,8x foi calculado a partir do faturamento total dividido pelo investimento total informado no material do case. Em termos práticos, significa que cada R$ 1 investido retornou cerca de R$ 32,80 em faturamento rastreado no período.
A projeção com leads ativos também merece atenção. Ela indica que o resultado do período não se encerra no fechamento já registrado. Como parte do funil ainda está em maturação, há receita potencial sendo trabalhada nos contatos que permanecem ativos.
Evolução dos investimentos por canal
O material mensal mostra uma operação distribuída entre Meta Ads e Google Ads ao longo dos meses, com maior presença de Google Ads nos períodos posteriores. Essa leitura ajuda a reforçar a lógica de complementaridade: mídia de intenção ativa e mídia de geração de demanda trabalhando juntas.

O que mudou na operação comercial
O crescimento não deve ser lido como uma simples consequência de aumentar verba. O material do case mostra que o ponto de virada foi a combinação entre mais demanda e mais controle sobre o que acontecia depois do lead entrar.
Com o pré-vendas, o contato inicial passou a ser mais profissional, os briefings ficaram mais completos e a loja ganhou uma rotina de acompanhamento. Isso reduziu a dependência de memória individual e ajudou a transformar o CRM em uma ferramenta de gestão do funil.
Para o lojista de móveis planejados, essa diferença é decisiva. Uma campanha pode gerar contatos, mas só o processo mostra quais contatos merecem prioridade, quais precisam de reativação e quais estão prontos para visita ou orçamento.
Principais aprendizados do case
- Mais leads exigem mais processo. Quando o volume cresce de 20 para mais de 70 leads por mês, a desorganização fica mais cara. Sem cadência, a loja perde oportunidades que pagou para gerar.
- O primeiro contato influencia a percepção de profissionalismo. Em uma venda consultiva, o cliente avalia não só produto e preço, mas também segurança, clareza e organização.
- Venda futura precisa ser tratada como ativo comercial. Leads que ainda não estão prontos para comprar precisam de registro, contexto e recontato, não de abandono.
- ROAS só faz sentido quando mídia e comercial conversam. O retorno de 32,8x no período analisado dependeu da leitura entre investimento, atendimento, visitas, orçamento e vendas.
- O funil precisa mostrar avanço, não apenas entrada. O dado de 42% de visitas marcadas no primeiro mês é mais útil que olhar apenas para quantidade bruta de leads.
Checklist prático para o lojista
Use este checklist para avaliar se sua loja está pronta para transformar tráfego pago em faturamento com mais previsibilidade:
- Sua loja sabe quantos leads entram por mês e por canal?
- Existe uma meta clara de tempo para o primeiro contato?
- Cada lead recebe mais de uma tentativa antes de ser considerado perdido?
- A equipe registra venda futura com data, contexto e próximo passo?
- O CRM mostra em que etapa cada oportunidade está?
- Visitas marcadas, visitas realizadas, orçamentos e vendas são acompanhados mensalmente?
- O investimento em mídia é comparado com faturamento rastreado, não apenas com custo por lead?
- Os briefings iniciais ajudam o projetista ou vendedor a chegar mais preparado?
- Há uma rotina para reativar leads que ainda estão amadurecendo a decisão?
- A loja sabe quais gargalos pertencem ao marketing e quais pertencem ao atendimento?
FAQ: tráfego pago e pré-vendas para lojas de móveis planejados
1. Tráfego pago funciona para loja de móveis planejados?
Sim, desde que a operação acompanhe o lead até as etapas comerciais. Nesse case, o tráfego ajudou a sair de cerca de 20 leads por mês para um cenário constante acima de 70 leads nos meses seguintes. Mas o resultado financeiro veio da integração com pré-vendas e follow-up.
2. O que é pré-vendas em uma loja de móveis planejados?
É a etapa responsável por responder, qualificar, organizar o briefing inicial, conduzir o lead para a próxima etapa e manter cadência de contato. Na operação, incluiu até 8 tentativas em 14 dias por lead.
3. Por que minha loja gera leads, mas não vende?
Porque lead não é venda. A perda pode acontecer por demora no atendimento, falta de qualificação, ausência de follow-up, baixa clareza sobre o momento de compra ou falta de registro no CRM. O case mostra que o processo pós-lead é tão importante quanto a campanha.
4. Como medir se o atendimento está aproveitando os leads?
Acompanhe etapas como contato realizado, em atendimento, venda futura, visita marcada, visita realizada, orçamento apresentado e venda realizada. Em julho de 2025, o time comercial marcou visita com 42% dos leads e realizou visita com 38%.
5. O que significa ROAS em tráfego pago para móveis planejados?
ROAS é o retorno em faturamento sobre o investimento em mídia. No período total informado, a loja faturou R$ 556.747 com R$ 16.950 investidos, o que representa ROAS aproximado de 32,8x.
6. Quando vale estruturar pré-vendas?
Vale quando a loja já recebe leads, mas perde oportunidades por demora, esquecimento, falta de rotina ou baixa qualidade no primeiro contato. Em vendas de alto ticket, estruturar pré-vendas antes de escalar a mídia reduz desperdício e melhora a leitura do funil.
Conclusão
O case mostra que crescimento em móveis planejados não depende apenas de gerar mais contatos. Depende de transformar interesse em conversa, conversa em visita, visita em orçamento e orçamento em venda.
No primeiro mês da parceria, a loja faturou mais de R$ 200 mil, com 63 novos leads, 42% de visitas marcadas e 10x de ROAS no período com pré-vendas. No acumulado de julho de 2025 a fevereiro de 2026, foram 704 leads atendidos, R$ 556.747 faturados e ROAS aproximado de 32,8x.
O aprendizado é direto: tráfego pago abre a porta, mas pré-vendas impede que essa porta fique sem resposta. Quando a loja organiza atendimento, briefing, follow-up e leitura de funil, cada lead deixa de ser apenas um contato no WhatsApp e passa a ser uma oportunidade comercial acompanhada com método.
Nota: este conteúdo é informativo e baseado em dados fornecidos no material do case dessa loja. Resultados podem variar conforme região, ticket médio, sazonalidade, posicionamento, investimento, oferta e qualidade do atendimento comercial.